terça-feira, 23 de setembro de 2014

Eu sabia que não seria fácil,afinal,nenhuma perda na vida é fácil.


Eu sabia que não seria fácil,afinal,nenhuma perda na vida é fácil.Por mais que essa perda seja considerada libertadora. Eu me dei o direito de enxergar como minha vida era antes de tudo começar, depois que tudo começou e agora quando acabou,e olha, apesar da tristeza que corroê o meu peito,apesar da vontade de voltar atrás me destruir e o arrependimento me enfraquecer,apesar de todos os por quês,de todos os pros e todos os contras,eu to aqui,firme e forte,um dia de cada vez,tentando me reabilitar desse amor que ao mesmo tempo que me fez bem também me fez mal.

A saudade?Há,essa ai corta feito navalha,machuca que só.Mas todos os dias eu digo a mim mesmo:Eu sou forte.Mas será que sou mesmo? Até que ponto eu sou forte?Eu sinceramente não sei,é como se eu me desafiasse todos os dias,o tempo todo,sempre ultrapassando medo,saudade,agonia,todo sentimento emaranhado dentro de mim,que sou tão pequena,tão serena,tão frágil.

 E tentar não é mais uma escolha,não está na minha lista de ano novo,nem nos meus planos para o futuro,mas eu não me sinto um fracasso,não mesmo,eu tenho a plena consciência de que eu tente,uma,duas,três vezes até que meu subconsciente acordou e disse:pera ai garota,o que você ta fazendo da sua vida? É isso mesmo que você quer para si? É isso o que te impede de conquistar seus sonhos? Seus sonhos de menina? Acorda querida,Hello,Vai deixar tudo pra trás e insistir numa coisa que não te faz feliz? Que só te faz chorar igual uma garotinha que perdeu a boneca preferida? NÃO,obvio que não,você é melhor que isso.


E foi ai,exatamente ai quando eu me libertei,acordei a grande mulher que eu tinha esquecido que era,que adormeceu por tanto tempo.


Sentir saudade faz parte,afinal,sou humana,mas se você vai alimentar essa saudade aííí,é outro assunto.


Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Se na verdade eu virasse pra você agora e dissesse “acabou o amor"...


"Se na verdade eu virasse pra você agora e dissesse “acabou o amor, pode levar suas coisas”, você riria de mim? Riria do meu jeito sádico de jogar nas latas uma história embolorada que já não faz tão bem assim, que já não faz sorrir nem serve de travesseiro pra que eu durma bem, eu tenho certeza. Riria e me diria pra sossegar um pouco, meu bem, que a gente ainda não se machucou o bastante pra deixar o outro ir. Se eu virasse e enumerasse quantas pessoas e estrelas eu olhei no caminho pra casa, você me diria que eu sou louca. Louca de pedra por achar que liberdade significa desatar a gente, quando eu bem sei que ficaria louca de verdade se fosse pra muito longe. E você também. Ficaria louco e entornaria os copos d’água no chão, numa paralisia instantânea que comunica: vocês se envenenam e ainda vão acabar matando um ao outro. Vão matar as dores, vão se matar de amores, vão mentir que não amam mais só pra não sentir cada fagulha queimando no peito. Vão mentir que é azia, que a gastrite subiu e atingiu o coração, vão vomitar meias-verdades como se jurassem de pés juntos diante da cruz. Ah, vamos sim, você vai rasgar as minhas cordas vocais pra eu não denunciar a loucura que seria deixar você. Se eu olhasse nos teus olhos e dissesse baixinho que a gente é do tipo que se junta pra se destruir e não vê isso, que acaba com tudo e apaga os poucos sonhos e embola a roupa suja e põe o outro pra baixo do tapete pra esconder as partes feias, você me diria pra parar de pensar demais. Pra parar de achar que a gente merece ser feliz quando a gente merece o outro. Afinal tem tanto tempo e tanta coisa e tanta briga e tanto grito e tanto choro que nem dá pra lembrar, mas um dia a gente foi feliz. A gente foi e você sabe, você tenta lembrar, você arrisca que tenha sido até o segundo ano ou antes e nem adiantaria dizer agora que eu tava tentando salvar a gente quando fugi de você. Por que você não foge de mim ou me atira dum precipício com o carro em movimento pra me libertar da maldição de ser infeliz? Se eu te pedisse desculpas e tentasse consertar as coisas agora, será que daria tempo da gente ser um pouco mais feliz? Você teria vontade e os vizinhos perceberiam e sua mãe perceberia e meus amigos perceberiam que a gente não se arruinou tanto assim. Eu passaria a chegar mais cedo e você deixaria de desligar o celular pra sentar à mesa novamente. A gente brindaria e diria que é amor, dá até pra ver os lábios repuxando num sorriso menos mentiroso. Você dormiria do meu lado e eu desfaria as coisas da sala, com edredom a tiracolo e sem os cacos jogados do porta-retratos, e sonharia junto. E foi apenas um sonho. E a gente acordaria e eu diria que. Se eu te confiasse um segredo e jurasse no pé do seu ouvido – antes de tirar a pólvora, colocar essa frase e te dar um tiro – contando pra você que nosso amor não passa de obsessão?"

by Daniel Bovolento 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Conhecendo Liev Tolstói

Lev Nikolayevich Tolstoi, mais conhecido em português como Leon, Leão ou Liev Tolstoi (em russo: Лев Николаевич Толстой; Yasnaya Polyana, 9 de setembro de 1828 — Astapovo, 20 de novembro de 1910) foi um escritor russo.
Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias contrastavam com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.
Junto a Dostoiévski, Turgueniev, Gorki e Tchecov, Tolstoi foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.
Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.

Obras
Guerra e Paz é um famoso romance escrito por Lev Nikolayevich Tolstoi e publicado entre 1865 e 1869 no Russkii Vestnik, um periódico da época. É uma das obras mais volumosas da história da literatura universal. O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura.
Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável.
Guerra e Paz criou um novo gênero de ficção. Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a consideraram como tal. O próprio Tolstói considerava "Anna Karenina" (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa.
Guerra e Paz fez um enorme sucesso à época de sua publicação, imprevisto até mesmo para o autor, Tolstói.

Anna Karenina , ou Ana Karênina, em algumas traduções, ou Anna Kariênina, conforme a edição mais recente em língua portuguesa (publicada no Brasil pela editora Cosac & Naify, em 2010), é um romance do escritor russo Liev Tolstói, publicado entre 1873 e 1877. É uma das obras-primas do autor, ao lado de Guerra e Paz.
Este romance tem um dos inícios mais conhecidos da literatura mundial: "Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira".
A trama gira em torno do caso extra-conjugal da personagem que dá título à obra, uma aristocrata da Rússia Czarista que, a despeito de parecer ter tudo (beleza, riqueza, popularidade e um filho amado), sente-se vazia até encontrar o impetuoso oficial Conde Vronski.
No decorrer da obra, também são tratadas questões importantes da vida no campo na Rússia da época, onde algumas personagens debatem a respeito das melhores maneiras de gerir suas propriedades de terras, bem como o tratamento com os camponeses, então chamados de mujiques.

Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.
Leon Tolstoi




Fontes:http://pt.wikipedia.org/http://pensador.uol.com.br/

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Olga de Sá: Para que Literatura?

Um dia, na aula de produção textual, me interessei muito por esse texto, ele nos coage a argumentar os fundamentos dos porquês.Então decidi publica-lo aqui. Espero que gostei. 


"Nesta época de tanta ciência e tecnologia, para que publicar textos de Literatura? Quem por eles se interessaria? Os pobres que constituem a maioria em nosso país, absorvidos pelas própria sobrevivência, talvez nem saibam que exista Literatura, embora boa parte dos grandes escritores tenham surgido de famílias pobres. Parece que o sofrimento nutre as Artes."



As perguntas sobre os grandes temas da vida humana se tecem nos poemas e nas obras de ficção. A Literatura, já o disse de outra maneira Roland Barthes, não responde às perguntas, fechando-as; porque as amplia, multiplica suas respostas. Não pretende atingir nenhuma “verdade”; pretende abrir nossa mente para as inúmeras percepções de mundo, que existem nos universos mentais das pessoas.

Mas do que precisamos, dizem os homens práticos, é de soluções, de respostas, de expedientes úteis, de resolver os problemas da cidade e do campo.

Então, para que Literatura? Para levantar questões fundamentais, abrir nosso mundo pequenino, feito de minúsculos fatos do dia-a-dia, ao grande painel da reflexão humana. Vivemos em Lorena, mas podemos transitar em Londres, Paris, Estados Unidos, Rússia, Antártida, Terra do Fogo, Noruega, Índia, no planeta Marte, nas Galáxias infinitas, enfim, no Cosmos. Sem perder o pé na realidade.

A leitura é o meio que temos para conviver com valores e ideias de outros universos, no espaço e no tempo, inacessíveis, de outro modo, à experiência humana. [...]

Por que não Literatura? Por que não Poesia? A poesia é o que criamos de mais próximo do núcleo da realidade e do ser. Parecendo etérea e desvinculada de nossas metas pragmáticas, a poesia, no entanto, nos dá o mundo em lágrimas e em risos, em vida e morte, em angústia e esperança, o mundo em dimensão de humano. O poema recupera o ritmo das coisas, capta o alento e a respiração do todo, e os exprime em “palavras-coisas” essenciais.

Por vezes, a poesia invade nossa vida sob forma de uma criança, um palhaço, um bêbado, um louco. Sob a forma de flor, de bicho, de árvore, de fogo, de beleza, enfim. Se isso acontecer, se formos capazes de reconhecer o rosto de nossa irmã-poesia nos pequenos ou breves encontros com as coisas, então estamos salvos do tédio ou do desespero.

Cada um de nós, enquanto se torna receptivo aos grandes temas da Literatura- o amor e a morte, a liberdade e o destino, o absurdo e o racional, a iniqüidade e a justiça, a angústia e o medo, o desespero e a esperança, a beleza e o grotesco, poderá encontrar em si o diálogo com as profundezas do ser e o silêncio diante do mistério.

Para que Literatura? Para termos o direito ao sonho e a garantia da realidade.



Olga de Sá. Introdução a Contos de cidadezinha,de Ruth Guimarães.
Centro Cultural d'Ávila,1996


terça-feira, 29 de julho de 2014

Desejo Peculiar.


Eu posso ficar admirando aquela imagem por horas.
Tentando achar cada detalhe dele extraordinário.
Me pergunto se aqueles cabelos são macios,
Se a pele tem o toque aveludado.
Imagino como seria sentir sua voz rouca e calma ao pé do ouvido.
E aqueles olhos?
Cor de entardecer,castanhos avermelhados.
Como seria sentir seu hálito quente e ao mesmo tempo fresco em meu pescoço.
E enfim,
poder devorar com voracidade 
aqueles lábios vermelhos e muito bem desenhados.
E fazer morada em seu peito robusto e quente e poder ouvir seu coração surrar meus ouvidos.
                          


Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi

PROJETO NOVOS POETAS - A ESFINGE


Teus olhos negros me são soam como duas esfinges.
Interrogam-me, perturbam minha mente e visão.
Atiçam pela minha carne, salivam sobre mim
Esperam que eu erre o enigma
Desvenda-me ou Devoro-te, teus olhos me dizem...
O silêncio permanece frequente no ambiente.
Tuas órbitas torcem-se de gozo.
Para que eu vire alimento a elas.
Colocam-me em estado de hipnose.
E elas devoram-me...
A carne.
A alma.
Os olhos.
E o coração apaixonado...
Estas orbitas ditam o ritmo da dança
Valsa.
Tango.
Ou bolero.
Apenas sei que a ti me entrego.
Enquanto sou mastigado por teus olhos.
Anseio com o dia em que a tua boca me devorará.
Matando toda a minha sede de te amar.
A experimentar o doce de sua saliva.
Da fruta madura que reside em teus lábios.
E eu pergunto-me, quando será a minha vez?
Quero devorar-te a boca
A derme.
Tua tatuagem.
Teus olhos.
E principalmente teus olhos.
Que incansavelmente me mastigam...


-Lucas Pimentel

domingo, 27 de julho de 2014

Entrevistando:Isabela Meggiolaro.

Entrevistei hoje a autora do Livro Maria Casadevall - A Dramaturgia Dos Meus Versos,Isabela Meggiolaro,que lança este ano,seu primeiro acervo de poesias,pela Editora Multifoco.
Seu livro será lançado no dia 14 de setembro de 2014,no Bar Latino-Americano:Exquisito,em São Paulo.
Mais detalhes na página Des-Poetizar.

E na primeira entrevista do Sabedoria na Poesia,entrevisto a autora maravilhosa,Isabela Meggiolaro. Apesar da pouca idade,21 anos,ela surpreende a todos com suas poesias contemporâneas,profundas e maduras.Confiram com exclusividade a entrevista maravilhosa.

Laryssa Carsi 
Bom,de onde surgiu a ideia de escrever um livro de poesias?

Isabela Meggiolaro
Boa noite Laryssa. Bom, escrever sempre foi uma necessidade fisiológica, muito mais quando fiquei afastada da minha maior razão: Teatro. Escrevia crônicas e poemas, a poesia em si foi tomando forma de 3 anos pra cá. Com isso o livro foi consequência de uma admiração, de uma carência por um desconhecido presente chamado Maria Casadevall. Fiz como forma de presente e acabou por ter reconhecimento e o patrocínio da Editora Multifoco.

Laryssa Carsi
Sobre o quê exatamente o livro fala?

Isabela Meggiolaro
A escrita ela nos permite entrar numa processo de criação infinito. O livro é a dramaturgia desse meu universo. Eu não conhecia Maria a olhos nu e tive de explorar esse processo ilusório. São partes do vivi, do que sou, do que crio, partes de um personagem as vezes real e as vezes não. Eu escrevi amor, escrevi Isabela e parte dele: Psicografei Maria.

Laryssa Carsi
Qual é a participação da Maria no livro e o que ela significa para você?

Isabela Meggiolaro
A única e maior participação dela foi a existência dela e o pouco contato que tivemos, foi emocionalmente importante para criação das poesias. Escrever esse livro foi uma escolha livre e o único patrocínio que tive foi o da coragem. O que Maria significa pra mim? Ela é minha borboleta. Ela fez minhas tristezas saírem do casulo e voar pra alegria de um papel. Maria tem um significado absurdo e consequentemente inexplicável. Ela significa o significado.

Laryssa Carsi
E o quê te inspira na vida?

Isabela Meggiolaro
A própria. E amor e a maneira que o conduzimos. Tenho uma paixão inenarrável por detalhes. A energia vinda do simples consegue se fazer grande, em maneira de satisfação pra mim. Eu sou o maior milagre da natureza e é inquestionável meu valor. Então o que mais me inspira na vida é a moral do amor, a maneira como tudo é imperfeitamente perfeito.
E caráter. A maneira como tudo se transforma. Admiro demais o ser humano, quando é leal ao pouco do valor que tem se escondido.

Laryssa Carsi
Você faz parte agora da nova geração de escritores e poetas brasileiros,como se sente por estar entrando nesse universo tão profundo e maduro?

Isabela Meggiolaro
Utópico. As vezes me acho indigna de tal rótulo. Eu tenho um profundo respeito a literatura e a cultura brasileira. A minha relação com escrita é indiferente do rotulo que tenho hoje, ela foi uma necessidade quase que fisiológica como eu disse. E me esforçarei por diante a melhorar, estudar e fazer jus ao nome. Escrever é um dom. E espero o encarar com a mesma maturidade que encaro o que acredito na vida. Prometo uma nova linguagem a poesia. Fácil, intensa e acessível a todos. Desde o analfabeto a um doutor em letras.

Laryssa Carsi
E como é a vida fora dos livros e poesias?Quem é Isabela Meggiolaro?Sua personalidade,seus sonhos,desejos e etc?

Isabela Meggiolaro
Isabela é um ser humano quase normal, Laryssa. Tenho um universo subjetivo e incrível dentro de mim. Tenho sede por conhecimento. Hoje tenho uma construtora sustentável e luto para voltar aos palcos, teatro, dramaturgia em si é minha injeção, minha cura e quero muito fazer cinema. Tenho muitos sonhos dentro desses três segmentos e quero uni-los ao meu trabalho social. Tanto na construção quando na leitura. Não tive oportunidades grandes na vida, conto minha história no livro, então trouxe as oportunidades até mim. Tive de amadurecer com 13 anos e cuidar de pessoas que me ensinaram o que é amor. Sou uma mistura de introspectividade e animação. Sou tímida e camuflo isso as vezes falando sem parar. Eu prefiro manter parte dos meus sonhos ainda em segredo, porque foram deles, na loucura deles que nasceram grandes resultados. É difícil encontrar quem acredite em nós, e o impossível é questão de dar o primeiro passo. E a coisa que mais gosto de fazer na vida é fazer o bem. Meus maiores confidentes por mais bizarro que pareça, são moradores de rua e residentes de instituições carentes. Gente igual a mim. Simples e cheio de história pra somar. Meu maior vicio é café, perfume e falar sozinha.

Laryssa Carsi
Bom,eu nem preciso disser que amei essa entrevista,não é mesmo? Surpreendentemente inspirador e um jeito muito peculiar.


Isabella Meggiolaro
A honra foi toda minha de ser a primeira entrevistada de um trabalho maravilhoso como o do seu blog. Poesia não enche barriga, mais alimenta a alma. Um beijo!


Estou ansiosa pelo lançamento deste que,parece ser um livro extraordinário.
Um beijo a todos e até a próxima.
Tchaaaaau!!


Maria Casadevall e Isabela Meggiolaro


Maria Casadevall A Dramaturgia Dos Meus Versos.


Livro Maria Casadevall A Dramaturgia Dos Meus Versos.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ela?


“Ela? A pessoa mais linda que já conheci. E quando digo linda, me refiro a todos os pontos que você acabou de pensar, e talvez até você subestime tamanha beleza para uma só pessoa. Mas acredite, ela era realmente linda. Tinha os olhos mais enormes que uma pessoa possa possuir, mas não era nada exagerado, ou pelo menos, não demonstrava ser, pois tudo nela era proporcional. Olhos grandes, sorriso enorme, bochechas redondas e deveras fofas, sem falar no corpo dela, ela era muito corpulenta. Contudo, era baixinha; uma completa anãzinha. Mas você não imagina a força que se escondia naquela “tampinha”. O soco dela poderia nocautear o Anderson Silva, com toda certeza. Ela daria uma boa boxeadora, ou não. Por que ela era sensível, mesmo com toda a valentia era sensível, e também frágil, posso admitir. Mas isso não fazia dela uma garotinha da mamãe. Ela sempre correu atrás dos seus sonhos, por mais loucos que eles fossem. Acredita que uma vez ela me ligou dizendo que queria viajar pelo país inteiro?! Sim, e ela o fez, mas em sonhos; obviamente, os pais dela não o deixaram acontecer de verdade. Mas, por mais absurdo ou louco que pareça, eu viajei com ela. Fomos a todos os lugares que você possa imaginar. Visitamos não só o país que residíamos, mas também o mundo inteiro. Pergunte “Quem foi a paris na semana passada?” e com toda convicção te direi que eu e ela fomos. Foi divertido conhecer a Torre Eiffel, e também aquelas florestas que, eu não queria, mas ela insistiu que visitássemos cada lugar, eu não iria se não fosse com ela. Tudo ao lado dela ficava bom (até comer feijão). O maior problema de tudo isso era eu saber que ela escondia algo de mim, notei isso desde a primeira conversa, ou até tenha sido antes, quando ouvi falar dela. Ela agia como se sua vida fosse limitada, sempre queria que as coisas pudessem acontecer logo ou que acabassem logo também para que ela pudesse fazer outras coisas. Ela saia do ballet, corria para a faculdade, ia para o trabalho, vinha na minha casa, visitava a sua vó, e o mais importante, beijava a sua mãe. Acho que para ela essa era a sua atividade diária mais importante, pois não dormia sem antes dar um beijo em sua mãe. Com o tempo, acabei juntando as peças, fui descobrindo que não havia como decifrá-la, por que isso faria com que a minha visão de garota “forte e sensível” se acabasse, eu não podia defini-la, não podia questioná-la, então sempre segui a risca tudo o que ela me falava. Se ela dizia para mim “Por favor, não faça isso”, eu fazia mais umas duas ou três vezes só para confrontá-la. Porém não fazia isso sempre, mas é que eu adorava vê-la com raiva. As maçãs do rosto dela cresciam, suas bochechas coravam, e ela? Ah, ela corria atrás de mim até se cansar, ou me alcançar, coisa que quase nunca acontecia, só mesmo quando eu deixava; sempre corri mais que ela. Essa garota me fez feliz por muito tempo, não poderia contar, nem estimar, sabe?! Isso faria com que eu percebesse que não foi por tanto tempo assim.Aconteceu justamente no pior dia da minha vida. Ela chegou e me perguntou “Se amanhã fosse o meu último dia, o que você me diria?”. Eu a xinguei, blasfemei contra ela e apertei-a contra a parede, dizendo “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?”. E então ela começou a chorar, descontroladamente e me deixou ali, de pé olhando para o lugar que ela deveria estar se não tivesse saído correndo e me deixado ali, estupefato. Minutos depois, eu caí na real… Não deveria ter feito aquilo com ela, mas a verdade era que eu não tinha uma resposta. Não estava preparado para responder aquilo, na verdade queria questionar o porquê dela ter me feito àquela pergunta duma hora pra outra. O dia se seguiu e eu decidi dar um tempo para ela, eu a magoei, mesmo sem querer a magoei. Passei a noite me controlando, esperando uma mensagem dela me chamando para sair, ou fazer mais uma de nossas loucuras e nada. Meu orgulho ferido não me deixava dizer nada, fazer nada a respeito e então decidi ver fotos dela. Sei lá, sabe?! De repente bateu uma saudade imensa dela e eu não sabia como controlar. Logo, me peguei em lágrima, estava chorando sem parar, berrando, devo admitir. Perguntava-me “Como será que aquela ‘tampinha’ está?”, mas eu sozinho não conseguiria saber. Eu adormeci, tive pesadelos, e decidi me levantar. Precisava ver aquela garota e sei lá, dizer ao menos que eu não conseguiria responder, até por que nós éramos jovens e nada de preocupante poderia nos acontecer. É, isso foi o que eu havia pensado antes de chegar a casa dela e não encontrar ninguém. Imaginei que ela tivesse ido dormir fora, como era de costume, mas por que os pais dela não estariam? Gritei, berrei, joguei pedrinhas, até um vizinho surgir e dizer “Dá pra parar de berrar, queremos dormir!”, eu não me importei e só fiz perguntar “Você sabe onde eles estão?”, o vizinho, de cara amarrada, respondeu “Foram todos para o hospital, a filha deles não estava passando bem”. Mas eles só tinham uma filha, só podia ser ela. Corri em direção ao ponto de táxi mais próximo e fui em direção ao hospital (sorte minha a nossa cidade ter somente um hospital). Chegando lá, encontrei os pais dela, chorando e eu nem consegui perguntar o que estava se passando, talvez ela tenha se machucado, ou sei lá o que. Abri a porta que estava atrás deles e os médicos já estavam retirando ela de lá, percebi que os aparelhos estavam fazendo aquele barulho de quando a pessoa morre. Mas talvez eles tenham desligado para transferi-la. Para onde eles estavam levando a minha garota “forte e sensível”? Quando ela iria acordar para rir comigo de novo? Quando iríamos repetir todas as nossas atividades malucas? Você já deve saber a resposta né… Infelizmente nunca mais eu vi aquele sorriso. Nunca mais fiz viagens malucas depois daquele dia.Sabe o que mais dói nisso tudo? É saber que as minhas últimas palavras para ela foram “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?” e realmente ser verdade. Ela nunca mais repetiu nada depois daquele dia. Se eu pudesse voltar atrás, eu contaria a nossa história para ela. Assim como estou contando para você. Dê valor às pessoas que estão perto de você e nunca diga nunca para elas. Sente-se com ela, recorde os momentos bons e ruins, ria e sempre encerre suas frases com palavras boas, pois você não sabe quando essa pessoa vai te deixar e quando eu digo deixar, não é de abandonar, pois sei que, onde quer que a minha garota “forte e sensível” esteja, ela está comigo, ela só fez uma viagem da qual não fui convidado a ir, não por enquanto, mas a minha passagem já está comprada, numa poltrona ao lado dela e então faremos nossas viagens malucas, eu sei.”
—Nunca diga nunca - Enzo Menezes.    


Não, meu coração não é maior que o mundo.

“Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos. Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens. Os homens estão cá fora, estão na rua. A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava. Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo. O mundo é grande. Tu sabes como é grande o mundo. Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão. Viste as diferentes cores dos homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem… sem que ele estale. Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma, não anuncia nada. Entretanto escorre nas mãos, tão calma! Vai inundando tudo… Renascerão as cidades submersas? Os homens submersos – voltarão? Meu coração não sabe. Estúpido, ridículo e frágil é meu coração. Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas. (Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.) Outrora escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas. Nunca escutei voz de gente. Em verdade sou muito pobre. Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio. Meus amigos foram às ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias, entre o fogo e o amor. Então, meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.”
— Carlos Drummond de Andrade.

terça-feira, 17 de junho de 2014

O amor não se resume àquele moço que não te deu bola naquele dia.

“ O amor não se resume àquele moço que não te deu bola naquele dia, àquele namoro que não deu certo, muito menos àquela pessoa que te traiu. O amor é muito mais do que coisas que não dão certo. Aliás, existe um abismo entre o amor e coisas que não dão certo, e se você acredita em destino, no que não era pra ser. Amor não é gostar muito ou pouco, não há dúvidas. O amor é certeza. Ou você ama, ou não ama. Não existe meio termo, nem metades. Não existe um meio amor, existe paixão e estar afim, não amar pela metade. Amor também não acaba, embora possa enfraquecer ou virar um sentimento ruim, devido a vários outros sentimentos, ele jamais acaba totalmente. Por exemplo, eu acredito que quando um relacionamento de longos anos termina não é porque o amor acabou, é por outros motivos ou uma mistura deles, pode ser culpa da falta de paciência, de tolerância, de respeito e talvez o sentimento afetivo que tinham, sabe-se lá qual, que encontrou seu estopim e resultou em um basta. Pode ser também devido à falta de coragem de um ou dos dois envolvidos para encarar o que sentiam. Porque amar e se entregar ao amor é sim um ato de coragem. Então, por favor tatue isso em sua mente, no seu coração, na alma: Ter uma grande decepção com alguém que você gosta ou um coração partido não é consequência de um amor que não deu certo, isso é relacionamento. Algo que se constrói ou se destrói e que depende mais de nós para fazer com que ele dure, do que do amor, que é um fator determinante, mas não a equação completa. Então, pare de fazer do amor o culpado por a sua ingenuidade, burrice, falta de amor próprio, filha da putagem do ‘carinha’ que você estava afim ou seja lá o que for. O amor não é o culpado! E trancar seu coração no alto de uma torre ou ficar fazendo ‘draminha’ não vai melhorar as coisas, então, novamente tatue e jamais esqueça o amor não é o culpado. ”
— Sarah Pedra

Avida passa e você nem se dá conta.

“ E às vezes, a vida passa e você nem se dá conta. Até que um dia você para e vê como o tempo passou de pressa, quantas coisas aconteceram e você não reparou. Você vê que enquanto estava planejando, deixou algumas coisas escaparem e não prestou tanta atenção quanto deveria à outras. Depois que o tempo passa, e só a saudade nostálgica fica, a gente percebe os pequenos momentos preciosos que perdemos por falta de atenção ou porque estávamos tão focados em um propósito que não vimos os milhares de caminhos que poderíamos ter seguido para realizar as coisas que buscamos e sonhamos. E quando já estamos aqui, quando nos damos conta disso, já é um pouco tarde e temos que procurar outros caminhos para trilhar. E tudo o que nos sobra é a saudade do que nunca aconteceu ou das que coisas que aconteceram e, que infelizmente, não voltam mais. ”
— Sarah Pedra

terça-feira, 13 de maio de 2014

Complicação apaixonou-se pela solução


“Prazer,meu nome é complicada.
-Prazer,complicada,meu nome é solução.

E assim ela se apaixonou,ele era tudo o que ela precisava,ela tudo que ele precisava também,ela era complicação,ele era a solução,ela tinha ataques de fúria,ele era o peito que acolhia e acalmava,ela era racional demais,ele era impulsivo demais,ela ouvia Tom Jobim,ele ouvia Bob Marley,ela era fraca,chorava por tudo,ele era forte e não se abalava por nada,ela era uma dama,ele era um vagabundo,ela odiava chocolate,ele adorava,ela precisava de carinho,amor e compreensão,ele precisava de carinho,amor e sexo.Um era completamente o oposto do outro,mas algo lhes dizia que um era o amor da vida do outro.”
Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi



Eu odeio que encostem em mim.


"Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado. Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo “concordo com o mundo que ela é muito gostosa”. E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo “hmmmmm delícia” já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz “peguei a mina”. Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase “eu vou no super, comprar umas cervas para o churras”. Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranquilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata. Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas “ele ia me achar muito fácil”. Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida. Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. Quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou."
by Tati Bernardi. 

Dizer "Eu Te Amo"


Dizer "Eu Te Amo" não é soltar ao vento
Simplesmente palavras por palavras.
Entre outros,é ter no pensamento
O propósito de agradar a pessoa amada.

Dizer "Eu Te Amo" não é somente
Expressar o que de dentro sente,
Mas também é ter a tranquilidade
De que nisso existe reciprocidade.

Dizer "Eu Te Amo" é estar preparado 
Para tirar do seu profundo íntimo
Uma infinidade de coisas que, sintetizado,
Codifica um sentimento único.

Dizer "Eu Te Amo"  é pôr em concreto
Um conjunto de boas lembranças
Que num passado remoto ou perto
Nos faz lembrar de como sermos crianças.

Mas acima de tudo dizer "Eu Te Amo" 
É reconhecer-se possuidor de um presente
Que revela simplesmente uma maneira
De expor a ti o que, em verdade, clamo
E se faz em meu coração permanente
Quereno o seu amor para a vida inteira.

-Marcio Nunes