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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Amor Também Desgasta.


A vida a dois é uma das coisas mais divinas da vida.Mas quando se sonha sozinho é tão ruim.Ser o que a pessoa quer que você seja mas ela não ser nem um terço do que você já foi pra ela, é desgastante.Sempre verdadeiro e fiel, mas esse sentimento não ser reciproco, é tão ruim.

E ai você pensa que a culpa é sua, mas depois vê que ela quem não merecia ter você por perto. 

Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Se na verdade eu virasse pra você agora e dissesse “acabou o amor"...


"Se na verdade eu virasse pra você agora e dissesse “acabou o amor, pode levar suas coisas”, você riria de mim? Riria do meu jeito sádico de jogar nas latas uma história embolorada que já não faz tão bem assim, que já não faz sorrir nem serve de travesseiro pra que eu durma bem, eu tenho certeza. Riria e me diria pra sossegar um pouco, meu bem, que a gente ainda não se machucou o bastante pra deixar o outro ir. Se eu virasse e enumerasse quantas pessoas e estrelas eu olhei no caminho pra casa, você me diria que eu sou louca. Louca de pedra por achar que liberdade significa desatar a gente, quando eu bem sei que ficaria louca de verdade se fosse pra muito longe. E você também. Ficaria louco e entornaria os copos d’água no chão, numa paralisia instantânea que comunica: vocês se envenenam e ainda vão acabar matando um ao outro. Vão matar as dores, vão se matar de amores, vão mentir que não amam mais só pra não sentir cada fagulha queimando no peito. Vão mentir que é azia, que a gastrite subiu e atingiu o coração, vão vomitar meias-verdades como se jurassem de pés juntos diante da cruz. Ah, vamos sim, você vai rasgar as minhas cordas vocais pra eu não denunciar a loucura que seria deixar você. Se eu olhasse nos teus olhos e dissesse baixinho que a gente é do tipo que se junta pra se destruir e não vê isso, que acaba com tudo e apaga os poucos sonhos e embola a roupa suja e põe o outro pra baixo do tapete pra esconder as partes feias, você me diria pra parar de pensar demais. Pra parar de achar que a gente merece ser feliz quando a gente merece o outro. Afinal tem tanto tempo e tanta coisa e tanta briga e tanto grito e tanto choro que nem dá pra lembrar, mas um dia a gente foi feliz. A gente foi e você sabe, você tenta lembrar, você arrisca que tenha sido até o segundo ano ou antes e nem adiantaria dizer agora que eu tava tentando salvar a gente quando fugi de você. Por que você não foge de mim ou me atira dum precipício com o carro em movimento pra me libertar da maldição de ser infeliz? Se eu te pedisse desculpas e tentasse consertar as coisas agora, será que daria tempo da gente ser um pouco mais feliz? Você teria vontade e os vizinhos perceberiam e sua mãe perceberia e meus amigos perceberiam que a gente não se arruinou tanto assim. Eu passaria a chegar mais cedo e você deixaria de desligar o celular pra sentar à mesa novamente. A gente brindaria e diria que é amor, dá até pra ver os lábios repuxando num sorriso menos mentiroso. Você dormiria do meu lado e eu desfaria as coisas da sala, com edredom a tiracolo e sem os cacos jogados do porta-retratos, e sonharia junto. E foi apenas um sonho. E a gente acordaria e eu diria que. Se eu te confiasse um segredo e jurasse no pé do seu ouvido – antes de tirar a pólvora, colocar essa frase e te dar um tiro – contando pra você que nosso amor não passa de obsessão?"

by Daniel Bovolento 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ela?


“Ela? A pessoa mais linda que já conheci. E quando digo linda, me refiro a todos os pontos que você acabou de pensar, e talvez até você subestime tamanha beleza para uma só pessoa. Mas acredite, ela era realmente linda. Tinha os olhos mais enormes que uma pessoa possa possuir, mas não era nada exagerado, ou pelo menos, não demonstrava ser, pois tudo nela era proporcional. Olhos grandes, sorriso enorme, bochechas redondas e deveras fofas, sem falar no corpo dela, ela era muito corpulenta. Contudo, era baixinha; uma completa anãzinha. Mas você não imagina a força que se escondia naquela “tampinha”. O soco dela poderia nocautear o Anderson Silva, com toda certeza. Ela daria uma boa boxeadora, ou não. Por que ela era sensível, mesmo com toda a valentia era sensível, e também frágil, posso admitir. Mas isso não fazia dela uma garotinha da mamãe. Ela sempre correu atrás dos seus sonhos, por mais loucos que eles fossem. Acredita que uma vez ela me ligou dizendo que queria viajar pelo país inteiro?! Sim, e ela o fez, mas em sonhos; obviamente, os pais dela não o deixaram acontecer de verdade. Mas, por mais absurdo ou louco que pareça, eu viajei com ela. Fomos a todos os lugares que você possa imaginar. Visitamos não só o país que residíamos, mas também o mundo inteiro. Pergunte “Quem foi a paris na semana passada?” e com toda convicção te direi que eu e ela fomos. Foi divertido conhecer a Torre Eiffel, e também aquelas florestas que, eu não queria, mas ela insistiu que visitássemos cada lugar, eu não iria se não fosse com ela. Tudo ao lado dela ficava bom (até comer feijão). O maior problema de tudo isso era eu saber que ela escondia algo de mim, notei isso desde a primeira conversa, ou até tenha sido antes, quando ouvi falar dela. Ela agia como se sua vida fosse limitada, sempre queria que as coisas pudessem acontecer logo ou que acabassem logo também para que ela pudesse fazer outras coisas. Ela saia do ballet, corria para a faculdade, ia para o trabalho, vinha na minha casa, visitava a sua vó, e o mais importante, beijava a sua mãe. Acho que para ela essa era a sua atividade diária mais importante, pois não dormia sem antes dar um beijo em sua mãe. Com o tempo, acabei juntando as peças, fui descobrindo que não havia como decifrá-la, por que isso faria com que a minha visão de garota “forte e sensível” se acabasse, eu não podia defini-la, não podia questioná-la, então sempre segui a risca tudo o que ela me falava. Se ela dizia para mim “Por favor, não faça isso”, eu fazia mais umas duas ou três vezes só para confrontá-la. Porém não fazia isso sempre, mas é que eu adorava vê-la com raiva. As maçãs do rosto dela cresciam, suas bochechas coravam, e ela? Ah, ela corria atrás de mim até se cansar, ou me alcançar, coisa que quase nunca acontecia, só mesmo quando eu deixava; sempre corri mais que ela. Essa garota me fez feliz por muito tempo, não poderia contar, nem estimar, sabe?! Isso faria com que eu percebesse que não foi por tanto tempo assim.Aconteceu justamente no pior dia da minha vida. Ela chegou e me perguntou “Se amanhã fosse o meu último dia, o que você me diria?”. Eu a xinguei, blasfemei contra ela e apertei-a contra a parede, dizendo “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?”. E então ela começou a chorar, descontroladamente e me deixou ali, de pé olhando para o lugar que ela deveria estar se não tivesse saído correndo e me deixado ali, estupefato. Minutos depois, eu caí na real… Não deveria ter feito aquilo com ela, mas a verdade era que eu não tinha uma resposta. Não estava preparado para responder aquilo, na verdade queria questionar o porquê dela ter me feito àquela pergunta duma hora pra outra. O dia se seguiu e eu decidi dar um tempo para ela, eu a magoei, mesmo sem querer a magoei. Passei a noite me controlando, esperando uma mensagem dela me chamando para sair, ou fazer mais uma de nossas loucuras e nada. Meu orgulho ferido não me deixava dizer nada, fazer nada a respeito e então decidi ver fotos dela. Sei lá, sabe?! De repente bateu uma saudade imensa dela e eu não sabia como controlar. Logo, me peguei em lágrima, estava chorando sem parar, berrando, devo admitir. Perguntava-me “Como será que aquela ‘tampinha’ está?”, mas eu sozinho não conseguiria saber. Eu adormeci, tive pesadelos, e decidi me levantar. Precisava ver aquela garota e sei lá, dizer ao menos que eu não conseguiria responder, até por que nós éramos jovens e nada de preocupante poderia nos acontecer. É, isso foi o que eu havia pensado antes de chegar a casa dela e não encontrar ninguém. Imaginei que ela tivesse ido dormir fora, como era de costume, mas por que os pais dela não estariam? Gritei, berrei, joguei pedrinhas, até um vizinho surgir e dizer “Dá pra parar de berrar, queremos dormir!”, eu não me importei e só fiz perguntar “Você sabe onde eles estão?”, o vizinho, de cara amarrada, respondeu “Foram todos para o hospital, a filha deles não estava passando bem”. Mas eles só tinham uma filha, só podia ser ela. Corri em direção ao ponto de táxi mais próximo e fui em direção ao hospital (sorte minha a nossa cidade ter somente um hospital). Chegando lá, encontrei os pais dela, chorando e eu nem consegui perguntar o que estava se passando, talvez ela tenha se machucado, ou sei lá o que. Abri a porta que estava atrás deles e os médicos já estavam retirando ela de lá, percebi que os aparelhos estavam fazendo aquele barulho de quando a pessoa morre. Mas talvez eles tenham desligado para transferi-la. Para onde eles estavam levando a minha garota “forte e sensível”? Quando ela iria acordar para rir comigo de novo? Quando iríamos repetir todas as nossas atividades malucas? Você já deve saber a resposta né… Infelizmente nunca mais eu vi aquele sorriso. Nunca mais fiz viagens malucas depois daquele dia.Sabe o que mais dói nisso tudo? É saber que as minhas últimas palavras para ela foram “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?” e realmente ser verdade. Ela nunca mais repetiu nada depois daquele dia. Se eu pudesse voltar atrás, eu contaria a nossa história para ela. Assim como estou contando para você. Dê valor às pessoas que estão perto de você e nunca diga nunca para elas. Sente-se com ela, recorde os momentos bons e ruins, ria e sempre encerre suas frases com palavras boas, pois você não sabe quando essa pessoa vai te deixar e quando eu digo deixar, não é de abandonar, pois sei que, onde quer que a minha garota “forte e sensível” esteja, ela está comigo, ela só fez uma viagem da qual não fui convidado a ir, não por enquanto, mas a minha passagem já está comprada, numa poltrona ao lado dela e então faremos nossas viagens malucas, eu sei.”
—Nunca diga nunca - Enzo Menezes.    


terça-feira, 6 de maio de 2014

Se foi muito para mim, para ela foi ainda mais.

“Se foi muito para mim, para ela foi ainda mais. Ela é do tipo racional, manja? Do tipo que planeja, que pensa e repensa em cada detalhe. E a verdade é que eu não estava e nem nunca estive em seus planos. Éramos uma bomba relógio prestes a explodir. E uma hora explodimos. Mesmo depois de dividir tantos dias, segredos, músicas, risadas, noites de abraços e os melhores beijos que já provei, ela um dia se levantou da cama, me deu um beijo na testa e pediu desculpas por não poder ficar. Ela podia. Eu sei que podia. E não havia choro que a convencesse, não havia lembrança que a fizesse ficar. Ela não quis. Simplesmente não quis. E estava certíssima disso. Bem, o que se diz para alguém que quer ir embora além de vai-pela-sombra-meu-amor-e-vê-se-volta? Ela nunca voltou.”
— Entre todas as coisas