quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Olga de Sá: Para que Literatura?

Um dia, na aula de produção textual, me interessei muito por esse texto, ele nos coage a argumentar os fundamentos dos porquês.Então decidi publica-lo aqui. Espero que gostei. 


"Nesta época de tanta ciência e tecnologia, para que publicar textos de Literatura? Quem por eles se interessaria? Os pobres que constituem a maioria em nosso país, absorvidos pelas própria sobrevivência, talvez nem saibam que exista Literatura, embora boa parte dos grandes escritores tenham surgido de famílias pobres. Parece que o sofrimento nutre as Artes."



As perguntas sobre os grandes temas da vida humana se tecem nos poemas e nas obras de ficção. A Literatura, já o disse de outra maneira Roland Barthes, não responde às perguntas, fechando-as; porque as amplia, multiplica suas respostas. Não pretende atingir nenhuma “verdade”; pretende abrir nossa mente para as inúmeras percepções de mundo, que existem nos universos mentais das pessoas.

Mas do que precisamos, dizem os homens práticos, é de soluções, de respostas, de expedientes úteis, de resolver os problemas da cidade e do campo.

Então, para que Literatura? Para levantar questões fundamentais, abrir nosso mundo pequenino, feito de minúsculos fatos do dia-a-dia, ao grande painel da reflexão humana. Vivemos em Lorena, mas podemos transitar em Londres, Paris, Estados Unidos, Rússia, Antártida, Terra do Fogo, Noruega, Índia, no planeta Marte, nas Galáxias infinitas, enfim, no Cosmos. Sem perder o pé na realidade.

A leitura é o meio que temos para conviver com valores e ideias de outros universos, no espaço e no tempo, inacessíveis, de outro modo, à experiência humana. [...]

Por que não Literatura? Por que não Poesia? A poesia é o que criamos de mais próximo do núcleo da realidade e do ser. Parecendo etérea e desvinculada de nossas metas pragmáticas, a poesia, no entanto, nos dá o mundo em lágrimas e em risos, em vida e morte, em angústia e esperança, o mundo em dimensão de humano. O poema recupera o ritmo das coisas, capta o alento e a respiração do todo, e os exprime em “palavras-coisas” essenciais.

Por vezes, a poesia invade nossa vida sob forma de uma criança, um palhaço, um bêbado, um louco. Sob a forma de flor, de bicho, de árvore, de fogo, de beleza, enfim. Se isso acontecer, se formos capazes de reconhecer o rosto de nossa irmã-poesia nos pequenos ou breves encontros com as coisas, então estamos salvos do tédio ou do desespero.

Cada um de nós, enquanto se torna receptivo aos grandes temas da Literatura- o amor e a morte, a liberdade e o destino, o absurdo e o racional, a iniqüidade e a justiça, a angústia e o medo, o desespero e a esperança, a beleza e o grotesco, poderá encontrar em si o diálogo com as profundezas do ser e o silêncio diante do mistério.

Para que Literatura? Para termos o direito ao sonho e a garantia da realidade.



Olga de Sá. Introdução a Contos de cidadezinha,de Ruth Guimarães.
Centro Cultural d'Ávila,1996


terça-feira, 29 de julho de 2014

Desejo Peculiar.


Eu posso ficar admirando aquela imagem por horas.
Tentando achar cada detalhe dele extraordinário.
Me pergunto se aqueles cabelos são macios,
Se a pele tem o toque aveludado.
Imagino como seria sentir sua voz rouca e calma ao pé do ouvido.
E aqueles olhos?
Cor de entardecer,castanhos avermelhados.
Como seria sentir seu hálito quente e ao mesmo tempo fresco em meu pescoço.
E enfim,
poder devorar com voracidade 
aqueles lábios vermelhos e muito bem desenhados.
E fazer morada em seu peito robusto e quente e poder ouvir seu coração surrar meus ouvidos.
                          


Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi

PROJETO NOVOS POETAS - A ESFINGE


Teus olhos negros me são soam como duas esfinges.
Interrogam-me, perturbam minha mente e visão.
Atiçam pela minha carne, salivam sobre mim
Esperam que eu erre o enigma
Desvenda-me ou Devoro-te, teus olhos me dizem...
O silêncio permanece frequente no ambiente.
Tuas órbitas torcem-se de gozo.
Para que eu vire alimento a elas.
Colocam-me em estado de hipnose.
E elas devoram-me...
A carne.
A alma.
Os olhos.
E o coração apaixonado...
Estas orbitas ditam o ritmo da dança
Valsa.
Tango.
Ou bolero.
Apenas sei que a ti me entrego.
Enquanto sou mastigado por teus olhos.
Anseio com o dia em que a tua boca me devorará.
Matando toda a minha sede de te amar.
A experimentar o doce de sua saliva.
Da fruta madura que reside em teus lábios.
E eu pergunto-me, quando será a minha vez?
Quero devorar-te a boca
A derme.
Tua tatuagem.
Teus olhos.
E principalmente teus olhos.
Que incansavelmente me mastigam...


-Lucas Pimentel

domingo, 27 de julho de 2014

Entrevistando:Isabela Meggiolaro.

Entrevistei hoje a autora do Livro Maria Casadevall - A Dramaturgia Dos Meus Versos,Isabela Meggiolaro,que lança este ano,seu primeiro acervo de poesias,pela Editora Multifoco.
Seu livro será lançado no dia 14 de setembro de 2014,no Bar Latino-Americano:Exquisito,em São Paulo.
Mais detalhes na página Des-Poetizar.

E na primeira entrevista do Sabedoria na Poesia,entrevisto a autora maravilhosa,Isabela Meggiolaro. Apesar da pouca idade,21 anos,ela surpreende a todos com suas poesias contemporâneas,profundas e maduras.Confiram com exclusividade a entrevista maravilhosa.

Laryssa Carsi 
Bom,de onde surgiu a ideia de escrever um livro de poesias?

Isabela Meggiolaro
Boa noite Laryssa. Bom, escrever sempre foi uma necessidade fisiológica, muito mais quando fiquei afastada da minha maior razão: Teatro. Escrevia crônicas e poemas, a poesia em si foi tomando forma de 3 anos pra cá. Com isso o livro foi consequência de uma admiração, de uma carência por um desconhecido presente chamado Maria Casadevall. Fiz como forma de presente e acabou por ter reconhecimento e o patrocínio da Editora Multifoco.

Laryssa Carsi
Sobre o quê exatamente o livro fala?

Isabela Meggiolaro
A escrita ela nos permite entrar numa processo de criação infinito. O livro é a dramaturgia desse meu universo. Eu não conhecia Maria a olhos nu e tive de explorar esse processo ilusório. São partes do vivi, do que sou, do que crio, partes de um personagem as vezes real e as vezes não. Eu escrevi amor, escrevi Isabela e parte dele: Psicografei Maria.

Laryssa Carsi
Qual é a participação da Maria no livro e o que ela significa para você?

Isabela Meggiolaro
A única e maior participação dela foi a existência dela e o pouco contato que tivemos, foi emocionalmente importante para criação das poesias. Escrever esse livro foi uma escolha livre e o único patrocínio que tive foi o da coragem. O que Maria significa pra mim? Ela é minha borboleta. Ela fez minhas tristezas saírem do casulo e voar pra alegria de um papel. Maria tem um significado absurdo e consequentemente inexplicável. Ela significa o significado.

Laryssa Carsi
E o quê te inspira na vida?

Isabela Meggiolaro
A própria. E amor e a maneira que o conduzimos. Tenho uma paixão inenarrável por detalhes. A energia vinda do simples consegue se fazer grande, em maneira de satisfação pra mim. Eu sou o maior milagre da natureza e é inquestionável meu valor. Então o que mais me inspira na vida é a moral do amor, a maneira como tudo é imperfeitamente perfeito.
E caráter. A maneira como tudo se transforma. Admiro demais o ser humano, quando é leal ao pouco do valor que tem se escondido.

Laryssa Carsi
Você faz parte agora da nova geração de escritores e poetas brasileiros,como se sente por estar entrando nesse universo tão profundo e maduro?

Isabela Meggiolaro
Utópico. As vezes me acho indigna de tal rótulo. Eu tenho um profundo respeito a literatura e a cultura brasileira. A minha relação com escrita é indiferente do rotulo que tenho hoje, ela foi uma necessidade quase que fisiológica como eu disse. E me esforçarei por diante a melhorar, estudar e fazer jus ao nome. Escrever é um dom. E espero o encarar com a mesma maturidade que encaro o que acredito na vida. Prometo uma nova linguagem a poesia. Fácil, intensa e acessível a todos. Desde o analfabeto a um doutor em letras.

Laryssa Carsi
E como é a vida fora dos livros e poesias?Quem é Isabela Meggiolaro?Sua personalidade,seus sonhos,desejos e etc?

Isabela Meggiolaro
Isabela é um ser humano quase normal, Laryssa. Tenho um universo subjetivo e incrível dentro de mim. Tenho sede por conhecimento. Hoje tenho uma construtora sustentável e luto para voltar aos palcos, teatro, dramaturgia em si é minha injeção, minha cura e quero muito fazer cinema. Tenho muitos sonhos dentro desses três segmentos e quero uni-los ao meu trabalho social. Tanto na construção quando na leitura. Não tive oportunidades grandes na vida, conto minha história no livro, então trouxe as oportunidades até mim. Tive de amadurecer com 13 anos e cuidar de pessoas que me ensinaram o que é amor. Sou uma mistura de introspectividade e animação. Sou tímida e camuflo isso as vezes falando sem parar. Eu prefiro manter parte dos meus sonhos ainda em segredo, porque foram deles, na loucura deles que nasceram grandes resultados. É difícil encontrar quem acredite em nós, e o impossível é questão de dar o primeiro passo. E a coisa que mais gosto de fazer na vida é fazer o bem. Meus maiores confidentes por mais bizarro que pareça, são moradores de rua e residentes de instituições carentes. Gente igual a mim. Simples e cheio de história pra somar. Meu maior vicio é café, perfume e falar sozinha.

Laryssa Carsi
Bom,eu nem preciso disser que amei essa entrevista,não é mesmo? Surpreendentemente inspirador e um jeito muito peculiar.


Isabella Meggiolaro
A honra foi toda minha de ser a primeira entrevistada de um trabalho maravilhoso como o do seu blog. Poesia não enche barriga, mais alimenta a alma. Um beijo!


Estou ansiosa pelo lançamento deste que,parece ser um livro extraordinário.
Um beijo a todos e até a próxima.
Tchaaaaau!!


Maria Casadevall e Isabela Meggiolaro


Maria Casadevall A Dramaturgia Dos Meus Versos.


Livro Maria Casadevall A Dramaturgia Dos Meus Versos.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ela?


“Ela? A pessoa mais linda que já conheci. E quando digo linda, me refiro a todos os pontos que você acabou de pensar, e talvez até você subestime tamanha beleza para uma só pessoa. Mas acredite, ela era realmente linda. Tinha os olhos mais enormes que uma pessoa possa possuir, mas não era nada exagerado, ou pelo menos, não demonstrava ser, pois tudo nela era proporcional. Olhos grandes, sorriso enorme, bochechas redondas e deveras fofas, sem falar no corpo dela, ela era muito corpulenta. Contudo, era baixinha; uma completa anãzinha. Mas você não imagina a força que se escondia naquela “tampinha”. O soco dela poderia nocautear o Anderson Silva, com toda certeza. Ela daria uma boa boxeadora, ou não. Por que ela era sensível, mesmo com toda a valentia era sensível, e também frágil, posso admitir. Mas isso não fazia dela uma garotinha da mamãe. Ela sempre correu atrás dos seus sonhos, por mais loucos que eles fossem. Acredita que uma vez ela me ligou dizendo que queria viajar pelo país inteiro?! Sim, e ela o fez, mas em sonhos; obviamente, os pais dela não o deixaram acontecer de verdade. Mas, por mais absurdo ou louco que pareça, eu viajei com ela. Fomos a todos os lugares que você possa imaginar. Visitamos não só o país que residíamos, mas também o mundo inteiro. Pergunte “Quem foi a paris na semana passada?” e com toda convicção te direi que eu e ela fomos. Foi divertido conhecer a Torre Eiffel, e também aquelas florestas que, eu não queria, mas ela insistiu que visitássemos cada lugar, eu não iria se não fosse com ela. Tudo ao lado dela ficava bom (até comer feijão). O maior problema de tudo isso era eu saber que ela escondia algo de mim, notei isso desde a primeira conversa, ou até tenha sido antes, quando ouvi falar dela. Ela agia como se sua vida fosse limitada, sempre queria que as coisas pudessem acontecer logo ou que acabassem logo também para que ela pudesse fazer outras coisas. Ela saia do ballet, corria para a faculdade, ia para o trabalho, vinha na minha casa, visitava a sua vó, e o mais importante, beijava a sua mãe. Acho que para ela essa era a sua atividade diária mais importante, pois não dormia sem antes dar um beijo em sua mãe. Com o tempo, acabei juntando as peças, fui descobrindo que não havia como decifrá-la, por que isso faria com que a minha visão de garota “forte e sensível” se acabasse, eu não podia defini-la, não podia questioná-la, então sempre segui a risca tudo o que ela me falava. Se ela dizia para mim “Por favor, não faça isso”, eu fazia mais umas duas ou três vezes só para confrontá-la. Porém não fazia isso sempre, mas é que eu adorava vê-la com raiva. As maçãs do rosto dela cresciam, suas bochechas coravam, e ela? Ah, ela corria atrás de mim até se cansar, ou me alcançar, coisa que quase nunca acontecia, só mesmo quando eu deixava; sempre corri mais que ela. Essa garota me fez feliz por muito tempo, não poderia contar, nem estimar, sabe?! Isso faria com que eu percebesse que não foi por tanto tempo assim.Aconteceu justamente no pior dia da minha vida. Ela chegou e me perguntou “Se amanhã fosse o meu último dia, o que você me diria?”. Eu a xinguei, blasfemei contra ela e apertei-a contra a parede, dizendo “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?”. E então ela começou a chorar, descontroladamente e me deixou ali, de pé olhando para o lugar que ela deveria estar se não tivesse saído correndo e me deixado ali, estupefato. Minutos depois, eu caí na real… Não deveria ter feito aquilo com ela, mas a verdade era que eu não tinha uma resposta. Não estava preparado para responder aquilo, na verdade queria questionar o porquê dela ter me feito àquela pergunta duma hora pra outra. O dia se seguiu e eu decidi dar um tempo para ela, eu a magoei, mesmo sem querer a magoei. Passei a noite me controlando, esperando uma mensagem dela me chamando para sair, ou fazer mais uma de nossas loucuras e nada. Meu orgulho ferido não me deixava dizer nada, fazer nada a respeito e então decidi ver fotos dela. Sei lá, sabe?! De repente bateu uma saudade imensa dela e eu não sabia como controlar. Logo, me peguei em lágrima, estava chorando sem parar, berrando, devo admitir. Perguntava-me “Como será que aquela ‘tampinha’ está?”, mas eu sozinho não conseguiria saber. Eu adormeci, tive pesadelos, e decidi me levantar. Precisava ver aquela garota e sei lá, dizer ao menos que eu não conseguiria responder, até por que nós éramos jovens e nada de preocupante poderia nos acontecer. É, isso foi o que eu havia pensado antes de chegar a casa dela e não encontrar ninguém. Imaginei que ela tivesse ido dormir fora, como era de costume, mas por que os pais dela não estariam? Gritei, berrei, joguei pedrinhas, até um vizinho surgir e dizer “Dá pra parar de berrar, queremos dormir!”, eu não me importei e só fiz perguntar “Você sabe onde eles estão?”, o vizinho, de cara amarrada, respondeu “Foram todos para o hospital, a filha deles não estava passando bem”. Mas eles só tinham uma filha, só podia ser ela. Corri em direção ao ponto de táxi mais próximo e fui em direção ao hospital (sorte minha a nossa cidade ter somente um hospital). Chegando lá, encontrei os pais dela, chorando e eu nem consegui perguntar o que estava se passando, talvez ela tenha se machucado, ou sei lá o que. Abri a porta que estava atrás deles e os médicos já estavam retirando ela de lá, percebi que os aparelhos estavam fazendo aquele barulho de quando a pessoa morre. Mas talvez eles tenham desligado para transferi-la. Para onde eles estavam levando a minha garota “forte e sensível”? Quando ela iria acordar para rir comigo de novo? Quando iríamos repetir todas as nossas atividades malucas? Você já deve saber a resposta né… Infelizmente nunca mais eu vi aquele sorriso. Nunca mais fiz viagens malucas depois daquele dia.Sabe o que mais dói nisso tudo? É saber que as minhas últimas palavras para ela foram “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?” e realmente ser verdade. Ela nunca mais repetiu nada depois daquele dia. Se eu pudesse voltar atrás, eu contaria a nossa história para ela. Assim como estou contando para você. Dê valor às pessoas que estão perto de você e nunca diga nunca para elas. Sente-se com ela, recorde os momentos bons e ruins, ria e sempre encerre suas frases com palavras boas, pois você não sabe quando essa pessoa vai te deixar e quando eu digo deixar, não é de abandonar, pois sei que, onde quer que a minha garota “forte e sensível” esteja, ela está comigo, ela só fez uma viagem da qual não fui convidado a ir, não por enquanto, mas a minha passagem já está comprada, numa poltrona ao lado dela e então faremos nossas viagens malucas, eu sei.”
—Nunca diga nunca - Enzo Menezes.    


Não, meu coração não é maior que o mundo.

“Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores. Por isso gosto tanto de me contar. Por isso me dispo, por isso me grito, por isso frequento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos. Sim, meu coração é muito pequeno. Só agora vejo que nele não cabem os homens. Os homens estão cá fora, estão na rua. A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava. Mas também a rua não cabe todos os homens. A rua é menor que o mundo. O mundo é grande. Tu sabes como é grande o mundo. Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão. Viste as diferentes cores dos homens, as diferentes dores dos homens, sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso num só peito de homem… sem que ele estale. Fecha os olhos e esquece. Escuta a água nos vidros, tão calma, não anuncia nada. Entretanto escorre nas mãos, tão calma! Vai inundando tudo… Renascerão as cidades submersas? Os homens submersos – voltarão? Meu coração não sabe. Estúpido, ridículo e frágil é meu coração. Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas. (Na solidão de indivíduo desaprendi a linguagem com que homens se comunicam.) Outrora escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas. Nunca escutei voz de gente. Em verdade sou muito pobre. Outrora viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio. Meus amigos foram às ilhas. Ilhas perdem o homem. Entretanto alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias, entre o fogo e o amor. Então, meu coração também pode crescer. Entre o amor e o fogo, entre a vida e o fogo, meu coração cresce dez metros e explode.”
— Carlos Drummond de Andrade.

terça-feira, 17 de junho de 2014

O amor não se resume àquele moço que não te deu bola naquele dia.

“ O amor não se resume àquele moço que não te deu bola naquele dia, àquele namoro que não deu certo, muito menos àquela pessoa que te traiu. O amor é muito mais do que coisas que não dão certo. Aliás, existe um abismo entre o amor e coisas que não dão certo, e se você acredita em destino, no que não era pra ser. Amor não é gostar muito ou pouco, não há dúvidas. O amor é certeza. Ou você ama, ou não ama. Não existe meio termo, nem metades. Não existe um meio amor, existe paixão e estar afim, não amar pela metade. Amor também não acaba, embora possa enfraquecer ou virar um sentimento ruim, devido a vários outros sentimentos, ele jamais acaba totalmente. Por exemplo, eu acredito que quando um relacionamento de longos anos termina não é porque o amor acabou, é por outros motivos ou uma mistura deles, pode ser culpa da falta de paciência, de tolerância, de respeito e talvez o sentimento afetivo que tinham, sabe-se lá qual, que encontrou seu estopim e resultou em um basta. Pode ser também devido à falta de coragem de um ou dos dois envolvidos para encarar o que sentiam. Porque amar e se entregar ao amor é sim um ato de coragem. Então, por favor tatue isso em sua mente, no seu coração, na alma: Ter uma grande decepção com alguém que você gosta ou um coração partido não é consequência de um amor que não deu certo, isso é relacionamento. Algo que se constrói ou se destrói e que depende mais de nós para fazer com que ele dure, do que do amor, que é um fator determinante, mas não a equação completa. Então, pare de fazer do amor o culpado por a sua ingenuidade, burrice, falta de amor próprio, filha da putagem do ‘carinha’ que você estava afim ou seja lá o que for. O amor não é o culpado! E trancar seu coração no alto de uma torre ou ficar fazendo ‘draminha’ não vai melhorar as coisas, então, novamente tatue e jamais esqueça o amor não é o culpado. ”
— Sarah Pedra

Avida passa e você nem se dá conta.

“ E às vezes, a vida passa e você nem se dá conta. Até que um dia você para e vê como o tempo passou de pressa, quantas coisas aconteceram e você não reparou. Você vê que enquanto estava planejando, deixou algumas coisas escaparem e não prestou tanta atenção quanto deveria à outras. Depois que o tempo passa, e só a saudade nostálgica fica, a gente percebe os pequenos momentos preciosos que perdemos por falta de atenção ou porque estávamos tão focados em um propósito que não vimos os milhares de caminhos que poderíamos ter seguido para realizar as coisas que buscamos e sonhamos. E quando já estamos aqui, quando nos damos conta disso, já é um pouco tarde e temos que procurar outros caminhos para trilhar. E tudo o que nos sobra é a saudade do que nunca aconteceu ou das que coisas que aconteceram e, que infelizmente, não voltam mais. ”
— Sarah Pedra

terça-feira, 13 de maio de 2014

Complicação apaixonou-se pela solução


“Prazer,meu nome é complicada.
-Prazer,complicada,meu nome é solução.

E assim ela se apaixonou,ele era tudo o que ela precisava,ela tudo que ele precisava também,ela era complicação,ele era a solução,ela tinha ataques de fúria,ele era o peito que acolhia e acalmava,ela era racional demais,ele era impulsivo demais,ela ouvia Tom Jobim,ele ouvia Bob Marley,ela era fraca,chorava por tudo,ele era forte e não se abalava por nada,ela era uma dama,ele era um vagabundo,ela odiava chocolate,ele adorava,ela precisava de carinho,amor e compreensão,ele precisava de carinho,amor e sexo.Um era completamente o oposto do outro,mas algo lhes dizia que um era o amor da vida do outro.”
Laryssa Carsi
Amo escrever,por incrível que pareça,eu nunca tinha terminado de ler um livro sequer até meus 18 anos.Sou estudante de psicologia,por ironia do destino.Adoro escrever poemas e o que vier a minha cabeça.Sou geminiana,adoro bater papo e conhecer novas pessoas,comunicativa e me adapto a todo tipo de ambiente e pessoas.Adoro ouvir uma boa história,então,se você tem uma história boa para contar,estou ansiosa para ouvi-la.Sou sincera e irônica as vezes.Não gosto que mintam para mim,mas as vezes é preciso mentir para ter o tal "jogo de cintura".Amo as artes,desde a escrita,música, até arte pintada e esculpida em quadros,paredes e tecidos.
@laryssacarsi



Eu odeio que encostem em mim.


"Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado. Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo “concordo com o mundo que ela é muito gostosa”. E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo “hmmmmm delícia” já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio. Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada. Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho. Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz “peguei a mina”. Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase “eu vou no super, comprar umas cervas para o churras”. Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranquilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata. Odeio quem casa virgem, odeio quem chega em casa depois de uns malhos no carro e enfia o dedo no meio das pernas porque tava louca para dar mas “ele ia me achar muito fácil”. Mas eu também odeio mulher que sai dando pra meio mundo e perde o mistério. Sei lá, essa coisa toda de dar vai ser sempre uma dúvida. Odeio meninas caçadoras de homens ricos mas odeio sair com um cara que está tentando começar um relacionamento e ter que rachar a conta, seria mais simpático me deixar pagar a conta toda. Rachar é péssimo. Dividir banheiro, pêlo alheio em sabonete, acordar cedo e meninas adolescentes peruas com voz de pato. Quando eu era criança sonhava todas as noites que arrancava os olhos de todo mundo e só eu podia enxergar o quanto era feio eu ser como sou."
by Tati Bernardi. 

Dizer "Eu Te Amo"


Dizer "Eu Te Amo" não é soltar ao vento
Simplesmente palavras por palavras.
Entre outros,é ter no pensamento
O propósito de agradar a pessoa amada.

Dizer "Eu Te Amo" não é somente
Expressar o que de dentro sente,
Mas também é ter a tranquilidade
De que nisso existe reciprocidade.

Dizer "Eu Te Amo" é estar preparado 
Para tirar do seu profundo íntimo
Uma infinidade de coisas que, sintetizado,
Codifica um sentimento único.

Dizer "Eu Te Amo"  é pôr em concreto
Um conjunto de boas lembranças
Que num passado remoto ou perto
Nos faz lembrar de como sermos crianças.

Mas acima de tudo dizer "Eu Te Amo" 
É reconhecer-se possuidor de um presente
Que revela simplesmente uma maneira
De expor a ti o que, em verdade, clamo
E se faz em meu coração permanente
Quereno o seu amor para a vida inteira.

-Marcio Nunes

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Acho que o amor não tem muita explicação.

"Acho que o amor não tem muita explicação, a não ser a seguinte: a gente precisa estar preparado para a chegada dele. Porque é difícil, é muito difícil amar. E dói. Não pense que ao encontrar o amor da sua vida os dias se transformarão em delícias sem fim. Dói. O amor de verdade dói. Ele arranha. Você fica com medo que um dia o sentimento te abandone. Isso causa dor. Dói. Eu insisto: dói. Não é um mar de rosas, depois que passa a fase inicial e você conhece os defeitos de trás para a frente, dói. É uma dor doce. Mas você não precisa da outra pessoa. Você gosta de como ela te abraça, te entende, te ouve, te beija, te olha. Você acha bonita a forma como ela mexe a colher dentro da panela, amarra o sapato, segura o guarda- chuva, tosse, liga a televisão. Só aquele tom de voz te tranquiliza, só aquele abraço te salva do caos de uma semana infernal. Você tem consciência que existem outras coxas, peitos, braços, pernas, olhares e cérebros no mundo. Você sabe que existem outras pessoas bonitas, atraentes e cheirosas no planeta. Mas só aquela te deixa com tesão. Tesão por tudo. Pela vida. Pela crença no amor de verdade. Pela vontade de juntar as escovas de dentes e as meias na gaveta. Pela magia que o amor traz. Pela rotina que o amor traz. Pela chatice que o amor traz. Porque o amor também é chato, um legítimo velho resmungão. O amor também é cheio de tédio. Mas se você sente que só aquela pessoa vale e merece essa dor que acompanha o amor, então é porque você ama com tudo o que você pode. E, aí sim, é que você está completamente livre. Livre para ser quem quiser. Para fazer o que tiver vontade. Para exercitar a sua solidão. A dois. Somando. Fazendo crescer."
by Clarissa Corrêa.  

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira.



"Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira. Certa manhã, ao deixar o metrô por engano numa estação azul igual à dela, com um nome semelhante à estação da casa dela, telefonei da rua e disse: aí estou chegando quase. Desconfiei na mesma hora que tinha falado besteira, porque a professora me pediu para repetir a sentença. Aí estou chegando quase… havia provavelmente algum problema com a palavra quase. Só que, em vez de apontar o erro, ela me fez repeti-lo, repeti-lo, repeti-lo, depois caiu numa gargalhada que me levou a bater o fone. Ao me ver à sua porta teve novo acesso, e quanto mais prendia o riso na boca, mais se sacudia de rir com o corpo inteiro. Disse enfim ter entendido que eu chegaria pouco a pouco, primeiro o nariz, depois uma orelha, depois um joelho, e a piada nem tinha essa graça toda. Tanto é verdade que em seguida Kriska ficou meio triste e, sem saber pedir desculpas, roçou com a ponta dos dedos meus lábios trêmulos. Hoje porém posso dizer que falo o húngaro com perfeição, ou quase. Quando de noite começo a murmurar sozinho, a suspeita de um ligeiríssimo sotaque aqui e ali muito me aflige. Nos ambientes que frequento, onde discorro em voz alta sobre temas nacionais, emprego verbos raros e corrijo pessoas cultas, um súbito acento estranho seria desastroso. Para tirar a cisma, só posso recorrer a Kriska, que tampouco é muito confiável; a fim de me segurar ali comendo em sua mão, como talvez deseje, sempre me negará a última migalha. Ainda assim, volta e meia lhe pergunto em segredo: perdi o sotaque? Tinhosa, ela responde: pouco a pouco, primeiro o nariz, depois uma orelha… E morre de rir, depois se arrepende, passa as mãos no meu pescoço e por aí vai."
-Chico Buarque 

terça-feira, 6 de maio de 2014

Se foi muito para mim, para ela foi ainda mais.

“Se foi muito para mim, para ela foi ainda mais. Ela é do tipo racional, manja? Do tipo que planeja, que pensa e repensa em cada detalhe. E a verdade é que eu não estava e nem nunca estive em seus planos. Éramos uma bomba relógio prestes a explodir. E uma hora explodimos. Mesmo depois de dividir tantos dias, segredos, músicas, risadas, noites de abraços e os melhores beijos que já provei, ela um dia se levantou da cama, me deu um beijo na testa e pediu desculpas por não poder ficar. Ela podia. Eu sei que podia. E não havia choro que a convencesse, não havia lembrança que a fizesse ficar. Ela não quis. Simplesmente não quis. E estava certíssima disso. Bem, o que se diz para alguém que quer ir embora além de vai-pela-sombra-meu-amor-e-vê-se-volta? Ela nunca voltou.”
— Entre todas as coisas

Se o outro for bom para você.

“Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido[…] O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas… desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, de tocar no outro, de não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.”
— Caio Fernando Abreu.

domingo, 23 de março de 2014

Queria poder escrever um texto gigante e nele dizer tudo o que eu sinto por você.


“Queria poder escrever um texto gigante e nele dizer tudo o que eu sinto por você. Mas infelizmente não consigo, é como se meus sentimentos por você fugi-se, não sei exatamente como explicar. Mas é completamente estranho. Porque é uma vontade imensa de dizer o que eu sinto por você. Mas uma coisa é certa e verdadeira, nunca sentir isso por outra garota, você foi a primeira e única, que despertou em mim essa vontade de querer ta perto, de acreditar que poderia dar realmente certo. Podem se passar dias, semanas, meses, anos, ou até mesmo décadas, mas de uma coisa eu tenho certeza… Quando a gente se encontrar, eu não vou querer te largar nunca mais.”
— Alef Santos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Eu não sei o que você já enfrentou nessa vida.



“Eu não sei o que você já enfrentou nessa vida. Não sei quantas vezes você se encontrou caído no chão, sozinho, sem ninguém pra te ajudar a levantar. Não sei quantos tropeços te deram. Não sei das tuas dores e cicatrizes. E você não precisa me contar se não quiser. Eu entendo. Talvez não sinta exatamente o mesmo, porque isso seria impossível, mas juro que entendo. Eu olho pra você e me vejo. Seus olhos cansados se parecem tanto com os meus. Sua boca, que pronuncia as palavras tão calmas, lembra a minha. E eu sei que atrás do teu sorriso se enconde vários não-sorrisos, assim como o meu. Eu sei que na tua brincadeira se esconde uma vontade de chorar baixinho, calado, sem plateia alguma que possa te julgar. Eu sei também que no seu “não foi nada”, existem vários “tudos” que ninguém nunca para pra escutar. Acredite, eu sei como é. Sei como é você gritar calado por um pedido de socorro e todos te olharem e simplesmente passarem reto. Mas, olha, eu queria te dizer que eu não vou ser mais uma dessas. Sei que talvez, agora, você não acredite. Eu também não acreditaria, mas vou te provar que vai ser diferente. Não vou te abandonar na primeira dificuldade. Não vou te julgar ou te deixar pra trás. Eu já estive no seu lugar e, vez ou outra, me deparo voltando para o mesmo. E ninguém nunca foi capaz de me escutar mais do que cinco minutos e dizer tudo isso que eu estou te dizendo agora. Ninguém nunca foi por mim o que eu estou sendo por você. Isso não é uma troca de favores. Estou aqui porque o meu coração quer estar. Então vem, segura a minha mão. Agora aperta e não solta. Estamos juntos nessa.”
— Capitule

Aos 14 eu conheci a garota mais linda da minha cidade.

“Aos 14 eu conheci a garota mais linda da minha cidade. Aos 15 nós tivemos uma briga terrível e não nos falamos por 1 ano. Aos 16, reencontrei ela em um supermercado, 5 minutos de conversa e eu me vi apaixonado. Aos 17 eu comecei a namorar com a garota mais bonita da cidade. Aos 22 eu fiquei noivo da mulher mais linda do país. Aos 25 eu estava casado com a mulher mais linda do mundo. Aos 27 eu tive um filho com a mulher mais madura que já conheci. Aos 29 eu tive uma filha, a filha mais linda da cidade. Aos 40 eu fiz 15 anos de casado com a mulher mais interessante do universo. Aos 50 eu percebi que nunca tinha tido olhos para outra, nesse mesmo ano, eu percebi que eu era um homem realizado. Aos 60 eu vi a mulher mais linda do mundo continuar sendo a mulher mais interessante do universo. Aos 76 eu senti falta dessa mulher a mulher mais incrível do mundo, agora só existia em fotografias. Aos 78 eu senti que não tinha mais vida sem ela; nesse mesmo ano, eu me entreguei para viver a eternidade ao lado dela, seja lá onde fosse.”
— Desconhecido